O seu website está a explicar ou está a vender?

O seu website está a explicar ou está a vender?

Ter um website não significa necessariamente ter uma ferramenta de negócio. Pode ter informação, fotografias, serviços e contactos e, ainda assim, não estar a ajudar ninguém a tomar uma decisão.

É uma diferença importante.

Um website pode explicar muito bem quem é uma empresa.

Mas será que explica o suficiente para levar alguém a dar o próximo passo?

Porque, no final, um potencial cliente não entra num website apenas para ler.

Procura respostas.

Procura confiança.

Procura perceber se aquela empresa é a solução certa.

E, quando encontra essa resposta, precisa de saber o que fazer a seguir.

Um website que informa não é necessariamente um website que converte

É comum encontrar websites que dizem tudo sobre uma empresa.

“Quem somos”.
“Os nossos serviços”.
“A nossa história”.
“Os nossos valores”.

Mas, depois de percorrer várias páginas, o visitante continua sem saber exatamente:

  • Se a empresa pode resolver o seu problema;
  • Porque deve escolhê-la;
  • O que a diferencia da concorrência;
  • Qual é o próximo passo.

O problema não é existir informação.

O problema é não existir uma hierarquia clara.

O seu website tem poucos segundos para criar contexto

Quando alguém chega ao seu website, não começa necessariamente pelo menu.

Não lê toda a página.

Não procura a história da empresa.

Primeiro tenta perceber onde está e se encontrou aquilo que procurava.

É por isso que a primeira área de um website tem uma responsabilidade enorme.

Deve responder rapidamente a três perguntas:

O que faz esta empresa?
Para quem?
Porque devo continuar a explorar?


Se essas respostas não forem claras, o visitante pode simplesmente sair.

Explicar não é o mesmo que comunicar

Uma empresa conhece tão bem aquilo que faz que, muitas vezes, parte do princípio de que o cliente também conhece.

É aí que começam alguns dos problemas mais comuns.

Utilizam-se termos técnicos.

Falam-se de processos internos.

Apresentam-se listas de serviços.

Explica-se como a empresa trabalha.

Mas falta uma coisa essencial:

explicar porque é que aquilo interessa ao cliente.

Um bom website não deve apenas dizer o que a empresa faz.

Deve ajudar o visitante a perceber o que ganha com isso.

O cliente não procura mais uma empresa. Procura uma resposta.

Imagine que alguém procura um serviço específico.

Essa pessoa provavelmente já sabe que existem várias empresas capazes de o prestar.

O seu desafio não é apenas aparecer.

É ser escolhido.

E ser escolhido depende de vários fatores:

  • clareza;
  • confiança;
  • relevância;
  • diferenciação;
  • prova;
  • facilidade de contacto.

Um website que converte trabalha estes elementos de forma intencional.

O botão não faz milagres

Fala-se muito de call to action.

“Peça orçamento”.
“Contacte-nos”.
“Saiba mais”.
“Marque uma reunião”.

São importantes.

Mas colocar um botão numa página não transforma automaticamente um website numa máquina de conversão.

Antes de clicar, o visitante precisa de ter uma razão para o fazer.

Precisa de perceber o que acontece depois.

Precisa de confiar na empresa.

Precisa de sentir que aquele passo faz sentido.

A conversão começa antes do botão.

Confiança também se constrói online

Quando alguém não conhece a sua empresa, procura sinais.

Testemunhos.

Projetos.

Fotografias reais.

Clientes.

Certificações.

Experiência.

Conteúdo.

Uma apresentação profissional.

Todos estes elementos ajudam a reduzir a incerteza.

Quanto mais complexa ou importante for a decisão, mais relevante se torna essa confiança.

Um website não deve pedir confiança. Deve dar razões para confiar.

E se o visitante estiver no telemóvel?

Hoje, uma parte significativa das visitas acontece através de dispositivos móveis.

Isso significa que o website precisa de funcionar não apenas visualmente, mas também na forma como é utilizado.

Texto demasiado pequeno.

Botões difíceis de encontrar.

Menus confusos.

Imagens demasiado pesadas.

Páginas lentas.

Tudo isto cria fricção.

E cada fricção pode afastar alguém que estava potencialmente interessado.

SEO traz visitantes. O website precisa de saber recebê-los.

Investir em SEO pode ajudar uma empresa a aparecer perante pessoas que procuram os seus produtos ou serviços.

Mas aparecer é apenas o início.

Imagine investir tempo e dinheiro para levar potenciais clientes até ao seu website e depois apresentar-lhes uma página confusa, lenta ou pouco convincente.

Trazer pessoas até ao website e não as ajudar a avançar é desperdiçar parte do trabalho feito.

SEO e conversão devem trabalhar em conjunto.

Um bom website começa antes do design

É tentador começar um projeto de website pela escolha das cores, das fotografias ou das animações.

Mas um website que converte começa antes disso.

Começa por compreender:

  • Quem é o público;
  • O que procura;
  • Que problemas tem;
  • Que objeções pode apresentar;
  • Porque escolheria esta empresa;
  • Que ação queremos que tome.

Só depois faz sentido transformar essa estratégia numa experiência digital.

Na UNNE, não começamos pelo ecrã

Na UNNE, acreditamos que um website não deve ser desenhado apenas para ficar bem.

Deve ter uma função.

Deve comunicar o posicionamento da empresa, transmitir confiança e facilitar o caminho entre a primeira visita e a ação.

É por isso que, num projeto de web design, procuramos perceber primeiro o negócio, o público e os objetivos.

Depois trabalhamos a estrutura, o conteúdo, a identidade visual e a experiência.

O design entra para tornar tudo isso claro, coerente e fácil de utilizar.

Um website bonito pode chamar a atenção. Um website bem pensado ajuda a tomar decisões.

Então, o seu website está a explicar ou está a vender?

Talvez a resposta não seja uma coisa ou outra.

Um bom website precisa de explicar.

Mas precisa de explicar com um propósito.

Precisa de responder às dúvidas certas, reduzir a incerteza e orientar o visitante para o próximo passo.

Porque vender online não significa pressionar alguém a comprar.

Significa criar as condições para que uma pessoa que já tem uma necessidade consiga perceber, confiar e agir.

O seu website não precisa de dizer mais. Precisa de dizer melhor.

E, sobretudo, precisa de saber para onde quer levar quem o visita.

É aí que um website deixa de ser apenas uma presença digital e começa verdadeiramente a trabalhar para o negócio.

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